Hoje em dia todo mundo é dijai, desde aquele que produz até o reles trocador de discos, e o Senador Romeu Tuma (PTB – SP) não quis deixar de participar da festa. É de sua autoria o Projeto de Lei que tramita no Senado e que pretende regulamentar a profissão de dj, que passará a exigir, caso seja aprovada, diploma de curso profissionalizante reconhecido pelo MEC ou pelo Sindicato da Categoria. Sendo aprovado no Senado irá para a aprovação na Câmara dos Deputados e sanção do Presidente da República.
Apesar de oferecer vantagens a categoria como vínculo empregatício, definição das obrigações e direitos do empregado e empregador em contrato de trabalho e reconhecimento profissional, resta saber se há um real interesse da classe nessa normalização. Por enquanto parecem estar divididos.
. Tais exigências, no entanto, não serão impostas a dj’s estrangeiros, desde que não fiquem em território nacional por mais de 60 dias. Por falar nisso, a lei define também a obrigatoriedade de que em qualquer evento em território nacional, 70 % dos dj’s deverão ser brasileiros, enquanto a contratação de dj’s estrangeiros ficará submetida ao repasse de “10 % do valor do ajuste à Caixa Econômica Federal em nome da entidade sindical da categoria profissional.”
Logicamente uma lei como essa irá gerar burocracia e impostos para o exercício de uma profissão que, ao crescer, fez também crescer os olhos de quem talvez nem saiba dançar.
Imagine você se daqui a pouco começarem a exigir diploma para músicos, veremos então Chicos Buarque, Marisas Monte e uma infinidade de bandas que se fizeram na prática tendo que voltar a cadeiras escolares para continuar a exercer sua arte. Agora a pergunta que não quer calar: alguém já pensou em exigir diploma univeristário para exercer o cargo de Presidente da República?
Veja o Projeto de Lei na Íntegra no Diário do Senado Federal : Projeto de Lei do Senado nº 740, de 2007. (págs. 46699 a 46702)
http://legis.senado.gov.br/mate-pdf/12179.pdf
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 14 de julho de 2008
VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?
Há uns anos atrás li na revista Colors, publicada na internet e que costuma a cada edição explorar uma palavra e as diferentes relações/siginificados que esta pode adquirir, o conceito de “Lust”. A publicação é em inglês, mas “lust” significa, em bom português, “apetite sexual”. As fotos e textos que decoravam o artigo iam desde as prostitutas expostas nas sex shops de Amsterdan, passando pelas mais variadas marcas do mundo fashion até junkies foods. Todos estimulando nossos sentidos, nossos desejos e criando-nos necessidades.
Por aí vem a questão do porquê consumimos. Não precisa ter uma mente brilhante para entender que 90% do que compramos não é por necessidade. Compramos para “ser”, ou melhor, achar que “somos”. Ninguém vende produtos, vende-se status, sonhos, identidades e identificações. Se nós, “adultos”, somos constantemente seduzidos pelos apelos da publicidade, o que dizer das crianças e adolescentes, “vorazes consumidores”, e para os quais uma grande parte da mídia publicitária é voltada?
Essa semana foi aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, um projeto que acaba com toda e qualquer propaganda voltada diretamente para às crianças. Em mais um jogo de persuasão, o que já era de se esperar, já surgiu gente aclamando a inconstitucionalidade do projeto. Claro está que só reclama quem vem a perder com isso: empresários do ramo e publicitários da área.
Mas até chegar a decisão final muita água ainda vai rolar, pois o tal “projeto” (o nome já diz tudo) ainda deve tramitar, mesmo que de forma conclusiva pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, para então ir à votação no Senado.
O projeto é positivo, um avanço contra apelos escancarados de consumo que circula o tempo inteiro na televisão e em outros meios. Ainda não se sabe quem está ganhando com isso, já que a mídia vive de publicidade e crianças são um grande nicho de mercado. Se aprovado, as propagandas passarão a ser destinadas aos pais, como se esses fossem imunes à sedução. Pais adoram transformar seus filhos em obras pessoais. Esperaremos as estratégias do próximo intervalo.
Essa semana foi aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, um projeto que acaba com toda e qualquer propaganda voltada diretamente para às crianças. Em mais um jogo de persuasão, o que já era de se esperar, já surgiu gente aclamando a inconstitucionalidade do projeto. Claro está que só reclama quem vem a perder com isso: empresários do ramo e publicitários da área.
Mas até chegar a decisão final muita água ainda vai rolar, pois o tal “projeto” (o nome já diz tudo) ainda deve tramitar, mesmo que de forma conclusiva pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, para então ir à votação no Senado.
O projeto é positivo, um avanço contra apelos escancarados de consumo que circula o tempo inteiro na televisão e em outros meios. Ainda não se sabe quem está ganhando com isso, já que a mídia vive de publicidade e crianças são um grande nicho de mercado. Se aprovado, as propagandas passarão a ser destinadas aos pais, como se esses fossem imunes à sedução. Pais adoram transformar seus filhos em obras pessoais. Esperaremos as estratégias do próximo intervalo.
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